A ausência de um consenso para o Tratado Global contra a Poluição Plástica em Genebra não representa um ponto final, mas uma inflexão estratégica no debate. O resultado frustrou expectativas, mas abriu uma janela de oportunidade para uma abordagem mais pragmática e eficaz.
O fracasso das negociações expôs a complexidade do tema, que transcende a gestão de resíduos e toca o cerne da economia moderna. Agora, a indústria e os inovadores têm a chance de liderar a narrativa.
Reenquadramento do Problema: O desafio não é a existência do plástico, mas a otimização de seu ciclo de vida. A discussão avança do "como descartar" para "como projetar para reutilizar, reciclar e reintegrar".
Catalisador para Inovação: Sem as amarras de um tratado potencialmente restritivo, o foco se volta para soluções de mercado: novos polímeros, sistemas de logística reversa mais eficientes e a integração do plástico como componente valioso na economia circular.
O caminho a seguir não é de antagonismo, mas de integração inteligente, onde o plástico se torna uma ferramenta fundamental para um futuro sustentável e economicamente robusto.